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A nova cadeia do PET

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O polietileno tereftalato, embalagem composta por poliésteres conhecida por PET e apontada como vilã da natureza por não ser biodegradável, ganhou novo status. Quatro cooperativas de catadores, três brasileiras e uma uruguaia, se uniram em torno do Projeto Pet para transformar as fibras do plástico em tecido e, assim, gerar renda.

O processo começa nas ruas, onde são recolhidas as garrafas. Mais tarde viram flocos (flakes) em polos de reciclagem em Porto Alegre, fibras sintéticas no Uruguai e, por fim, tecido no interior de Minas Gerais. Nesta fase, pelas mãos das costureiras, surgem novos e coloridos produtos na forma de bolsas, lonas, calçados e cortinas.

Descoberto em 1941 pelos químicos ingleses Rex Whinfield e James Dickson, o poliéster tem emprego em larga escala na indústria. Além da produção de garrafas, tintas e filmes, por exemplo, ganhou fama nos anos 1950 e1960, quando empregado na confecção de calças masculinas, cujo slogan era: “Senta, levanta, senta, levanta e nunca amarrota”. Enterradas, as garrafas PET levariam cerca de quatro séculos para decompor na natureza.
Fonte: http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=3014:catid=28&Itemid=23 – Acesso em 20 de junho de 2014.